(Foto: Reprodução/Não fechem minha escola/Facebook)

Atualizado às 15h55 do dia 24/11

Por que o Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, vai fechar escolas em São Paulo?
Segundo o que ele diz, está fazendo isso para “reestruturar” a rede de ensino no estado. O governador quer separar os estudantes por idade e, para isso, estaria fechando algumas unidades escolares. Cada escola deverá ter exclusivamente um dos ciclos de ensino: fundamental 1, 2, ou médio.

Quantas escolas foram fechadas?
Elas ainda não foram fechadas, é bom dizer. Serão desativadas a partir do ano que vem. No total, são 94 escolas e o remanejamento de cerca de 300 mil alunos No entanto, já são 151 escolas ocupadas segundo a secretaria estadual de educação e 163 segundo a APOESP (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo).

Quantas escolas existem no estado de São Paulo?
São 5.147, que atendem 3,8 milhões de estudantes.

Se são tão poucas que serão fechadas, por que tem tanta gente reclamando?
Muitos questionam a maneira pela qual o governador tomou a decisão: sem discutir com as comunidades, os alunos e professores. Ele estaria fechando escolas sem saber antes se as pessoas que estudam lá têm condições de se locomover a outras unidades. Além disso, a Secretaria Estadual de Educação antes negava que iria fechar escolas. Mas teve que voltar atrás e assumir que o governo vai sim, desativar as 94 unidades. Uma outra crítica é que 30 das 94 escolas têm um bom desempenho. Por isso, não faria sentido fechá-las.

E o que vai acontecer?
Os estudantes têm protestado contra a medida. O governo Alckmin continua determinado a fechar as escolas e, por enquanto é isso o que parece que vai acontecer. Como eu já disse, o plano do governo de São Paulo é que, no futuro, não existam mais escolas que misturam os três ciclos de ensino. A secretaria de ensino diz que não vai fechar escolas a menos que exista outra unidade em um raio de 1,5 km de distância, justamente para não forçar ninguém a se deslocar demais para estudar.

Após ocupações das escolas, o governo fez alguma proposta?
Sim. A gestão Geraldo Alckmin, diz que irá suspender temporariamente a reorganização da rede estadual de ensino para a realização de debates, até o fim do ano, se os alunos desocuparem as escolas.

O que os estudantes reivindicaram em troca?
Eles pedem que nenhuma escola seja fechada, que o discussão seja feita ao longo de 2016, que envolva alunos, professores, pais, associações de pais e mestres, conselho de pais e grêmio e que não haja punição aos apoiadores das ocupações.

Os alunos vão ter reposição das aulas perdidas?
Sim. A nota divulgada pela Secretaria de Educação,  diz que o conteúdo perdido pelos anos nas escolas ocupadas será reposto só depois do encerramento do calendário oficial, que vai de 18 e 23 de dezembro. Ou seja, as aulas devem se estender até a semana do natal.

Vai ter vaga para todo mundo?
A secretaria diz que sim.

Os alunos precisam fazer alguma coisa?
Sim. Precisam entrar no site www.atualizeseusdados.educacao.sp.gov.br e atualizar os dados. Assim, a secretaria de ensino pode redirecionar os alunos para as escolas corretas.

E os professores? Serão demitidos?
O governo Alckmin diz que não, que eles serão remanejados junto dos alunos.

Os protestos adiantaram alguma coisa?
Sim. Cerca de 50 escolas seriam fechadas e o governo do estado voltou atrás.

E isso deixou o pessoal satisfeito?
Não. Os estudantes são contra o fechamento das escolas e continuam a protestar.

Quem sai perdendo?
A mudança afeta diretamente 311 mil alunos e 74 mil professores.

 

3 comentários

  1. welbi

    Nenhuma escola será fechada. As escolas ociosas serão usadas para novas creches, Etecs e Fatecs. A separação por ciclos vai melhorar a qualidade da educação. Os alunos terão material, mobiliário e atendimento voltados a sua idade. Nenhum aluno ficará a mais de 1,5 Km de sua casa. As escolas já separadas por ciclos apresentam rendimento superior às demais. A Apeoesp sempre será contra qualquer proposta do governo de SP. Eles não defendem a educação, o que eles defendem são os interesses do PT.

    • Martins

      Concordo com o Welbi, se realmente as unidades desativadas se tornarem creches, Etecs e Fatec. Essa vai ser uma ótima idéia, assim como foi a ideia do Haddad em reduzir a velocidade máxima para aumentar a velocidade média (coisa que ninguém assume)

    • Tata

      Sou bem critica ao assunto…. a prioridade de investimentos dos nossos governantes nunca foi a politica social onde se inclui a educação, e faço essa critica em base nas péssimas condições que se encontra as escolas do nosso país (sem comentar o desvio de verbas das merendas). Em plena a crise econômica que estamos vivenciando, onde o Ministro da Justiça prevê cortes no Orçamento da União, duvido muito que as escolas que estão pretendendo desativar irão realmente se transformar em creches ou em em Etecs, o que eu consigo perceber que todo esse remanejamento das escolas não passa de um discurso de modernização da educação que vai ficar somente nos discursos do nosso governador.
      Acredito que para alcançarmos um ensino de qualidade não é necessário remanejar alunos de uma escola para outra e sim investir mais na capacitação e salario dos professores, permitir que eles possam dar as aulas com todo o conteúdo necessário para uma boa formação e também informativo para que crianças e adolescentes tenham o conhecimento do que é ser cidadão portador de direitos e deveres. O conteúdo do ensino das escolas publicas é censurado e atrasado.