Texto: Ariadne Bognar
Imagem: Reprodução Facebook/Ciência Sem Fronteiras – Chamadas Capes

Acabaram com o Ciência sem Fronteiras?

Não. O programa não acabou. O Ministério da Educação decidiu não conceder mais bolsas de estudos no exterior para estudantes de graduação. As bolsas para pós-graduação serão mantidas.

Porque fizeram isso?

Segundo o governo interino, é muito caro manter estes alunos lá fora e muitos deles não estão preparados para estudar em outro país.

Mas o que é o Ciência sem Fronteiras?

É um programa do ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação que tem por objetivo permitir que estudantes brasileiros estudem no exterior recebendo uma bolsa.

O governo já haviam suspendido o programa antes?

Já. Em julho do ano passado as chamadas foram suspensas, mas após críticas o programa voltou. Porém, não houve novas chamadas de candidatos a bolsas de doutorado.

Quantas pessoas serão prejudicadas?

Cerca de 80 mil bolsas deixarão de ser concedidas. Atualmente, são 73.353 bolsas para graduação, 9.685 para doutorado, 4.652 pós-doutorado, 3.353 para doutorado, 775 par pesquisador visitante especial, 558 para mestrado e 504 para jovens talentos. Em 2015, as vagas caíram de 35.223 para 13.402.

Tem gente que é a favor do corte?

Sim. Quem concorda diz que é melhor investir em outros programas de iniciação cientifica que já existem e que não têm verbas. Para eles, é preciso melhorar a infraestrutura de laboratórios e cursos de pós-graduação, que estão sucateados, ao invés de enviar brasileiros para estudar no exterior.

Mas também tem gente que é contra?

Tem sim. Quem é contra diz que o CSF permite que não tem condições financeiras de fazer intercâmbio viajem. Pensar apenas nos gastos deixa de fora a importância da internacionalização de quem faz pesquisa. Entrar em contato com profissionais e professores de outros países aumenta o repertório e o conhecimentos dos estudantes. “Se [o governo interino] tiver esse pensamento, fará só o básico, porque é mais barato”, criticou a Presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral.


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