Você já parou pra pensar por que hoje você abre uma conta em minutos, transfere dinheiro em segundos e nem lembra a última vez que foi numa agência bancária? Pois é… isso tem nome: fintech.

Mas afinal… o que é uma fintech? Bora explicar.


💡 O que é uma fintech?

O termo vem de financial technology, ou seja, tecnologia financeira. São empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços que antes só os bancos tradicionais faziam.

👉 Quer exemplos? Abrir uma conta digital pelo celular, pedir cartão sem anuidade, fazer empréstimo pelo app, investir com poucos cliques. Tudo isso é fintech.

Nomes como Nubank, PicPay, C6 Bank, Mercado Pago… todos são fintechs aqui do Brasil.


🏦 Fintech é banco?

Hmm, não é bem assim…

Algumas fintechs funcionam como bancos digitais, mas nem todas são bancos de verdade. Existem diferentes tipos:

  • Instituições de pagamento → cuidam de cartões, maquininhas e carteiras digitais.
  • Sociedades de Crédito Direto (SCD) → fazem empréstimos 100% online.
  • Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP) → conectam quem quer emprestar com quem precisa de dinheiro.

Todas precisam de autorização do Banco Central para funcionar, mas não contam com a mesma proteção dos grandes bancos (como o Fundo Garantidor de Créditos, que cobre até R$ 250 mil em caso de quebra).


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🤔 Por que elas são diferentes dos bancos tradicionais?

Porque nasceram digitais. Sem agência, sem fila, sem papelada.

Isso traz vantagens como:
Menos taxas – muitos serviços são grátis.
Mais agilidade – abrir conta em minutos, crédito aprovado em segundos.
Inovação – aplicativos que ajudam a organizar gastos e até investir com pouco dinheiro.

Resumindo: os bancões ainda mandam, mas as fintechs forçam o mercado a ser mais rápido e barato.


⚠️ Mas… o que o PCC tem a ver com isso?

Pois é, olha que curioso! 🤯

Uma megaoperação da Receita Federal revelou que o PCC usava fintechs para lavar dinheiro. Eles tinham uma estrutura enorme: postos de gasolina, usinas de etanol e até fundos de investimento. Só uma fintech movimentou R$ 46 bilhões em quatro anos, incluindo milhares de depósitos em espécie.

O esquema era assim:

  1. Pegavam o dinheiro “sujo” de negócios irregulares.
  2. Usavam fintechs para dar uma aparência de legalidade.
  3. Investiam em fundos e ativos como se fosse dinheiro limpo.

Resultado: agora, fintechs também vão ter que avisar autoridades sobre movimentações suspeitas, assim como os bancos já fazem.


💸 E o Pix, onde entra nessa história?

As fintechs foram peças-chave na popularização do Pix. Foram elas que ajudaram o sistema a se espalhar tão rápido. Afinal, quem não gosta de mandar dinheiro em segundos e sem taxa?

Mas tem um porém…

🤨 O Pix é perigoso?

O Pix não é perigoso em si, mas, por ser rápido e acessível, virou também uma ferramenta para o crime organizado. Golpes de WhatsApp, sequestros-relâmpago e lavagem de dinheiro começaram a usar o sistema.

A Receita Federal percebeu isso e decidiu: as fintechs precisam ser fiscalizadas igual aos bancos. Até aí, tudo bem. Só que…


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🚨 E as fake news sobre o Pix?

No começo de 2025, começou a circular a notícia falsa de que o Pix seria taxado. Lembra disso? Pois é, era mentira.

O que o governo queria, na verdade, era obrigar fintechs a reportar movimentações suspeitas. O Pix continuaria gratuito para o usuário comum.

Só que as fake news foram tão fortes que o governo recuou temporariamente. Isso abriu brechas para que o crime continuasse lavando dinheiro via fintechs e Pix.

Em agosto de 2025, depois de grandes operações contra o PCC, a regra finalmente voltou: agora fintechs também precisam prestar contas ao Banco Central, CVM, COAF e Receita Federal.


📱 Dúvidas que muita gente tem sobre fintech:

🔹 Fintech é seguro?
Sim, desde que seja autorizada pelo Banco Central. O problema é cair em golpes de apps falsos ou empresas não registradas.

🔹 Posso perder meu dinheiro se a fintech quebrar?
Depende. Algumas não têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Vale checar antes de investir.

🔹 Pix vai ser cobrado?
Não. Para pessoas físicas, o Pix segue gratuito. O que existe é fiscalização para evitar crimes.

🔹 Vale a pena ter só fintech e abandonar o bancão?
Muita gente já faz isso. Mas alguns preferem manter uma conta tradicional como “plano B”, principalmente para questões de crédito ou burocracias que ainda pedem bancos grandes.

🔹 Fintech é só pra jovem?
Nada disso! O público é diverso. Aliás, muita gente que nunca teve conta em banco começou a usar fintechs porque são mais fáceis e acessíveis.


🤔 Moral da história

As fintechs mudaram o jeito como lidamos com dinheiro. Elas deixaram os serviços mais rápidos, baratos e acessíveis, mas também criaram novos desafios de segurança.

O Pix é o símbolo máximo disso: um avanço gigante para a população, mas que também virou campo de batalha entre inovação, fake news e crime organizado.

No fim, a tecnologia muda tudo — inclusive a forma como os criminosos agem. E o governo corre atrás para equilibrar essa balança.


⚠️ ATENÇÃO: se você leu até aqui e não compartilhar esse texto no grupo da família, seu Pix vai cair só amanhã. Brincadeira! 😂 Mas sério: manda pra galera e ajuda a espalhar o Me Explica.


🔗 Para saber mais:

  1. Banco Central – FAQ sobre fintechs
  2. CNN Brasil – O que são fintechs e por que estão crescendo
  3. Blog Nubank – O que é fintech
  4. CNN Brasil – Megaoperação mostra PCC em fintechs
  5. Agência Gov – Fake news sobre Pix e brechas para crimes

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